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Tudo o que necessita saber sobre API

Anderson Paiva
Anderson Paiva

Hoje em dia, em plena era digital, utilizamos diária e regularmente API sem sequer o sabermos. 

Afinal de contas, esta tecnologia é essencial para o funcionamento da internet e é a base da maioria 

dos aplicativos que temos instalados no nosso smartphone e sem os quais já nem conseguimos viver.


Na transição do analógico para o digital, os smartphones tornaram-se em extensões do próprio corpo humano, 

uma espécie de ferramenta que se tornou omnipresente no nosso quotidiano, tanto a nível pessoal como profissional. 

Ao mesmo tempo, a internet também veio abrir portas a novos perigos, nomeadamente no que diz respeito a questões de 

segurança e privacidade. Mas também aqui a indústria tem desenvolvido ferramentas digitais, 

como as VPN, que permitem mitigar estes riscos associados. Pode clicar aqui para descobrir mais sobre esta tecnologia VPN.


No entanto, este artigo é sobre os API, ou seja, os Interface de Programação de aplicativos, 

que é omnipresente na nossa relação atual com a tecnologia. Compilámos toda a informação que necessita para perceber o que são, 

como funcionam e para que servem os API.


O QUE É E COMO FUNCIONA UM API?


Como já mencionámos acima, API significa Interface de Programação de Aplicativos, a tradução livre para Português do original Application Programming Interface. 

É um nome muito comprido para algo muito simples: o API é uma espécie de software intermediário que faz a ponte entre dois aplicativos entre si.


Isto quer dizer que, sempre que está a utilizar um aplicativo no seu smartphone, está a usar um API, seja o Facebook, 

o Instagram ou algo mais simples como o Shazam. A forma como estes funcionam é igualmente muito simples. Sempre que abre um aplicativo, 

ele contacta-se à internet e envia os dados respetivos para um servidor, que os interpreta, executa as ações necessárias e reenvia de bola para o celular. 

O aplicativo recebe então de volta esse sinal e apresenta-lhe as informações que pediu.


Podemos tomar um exemplo prático para entender melhor este processo. Imagine que vai pesquisar os preços de um voo entre o Brasil e Portugal. 

Abre o aplicativo do Skyscanner e coloca toda a informação que deseja, como o tipo de voo, a bagagem incluída e outros dados do género. 

Ao clicar em Pesquisar, o aplicativo, através do API, acede ao servidor, que processa essa informação, reenviando-a de volta para o aplicativo, 

que a interpreta e a apresenta no ecrã do seu celular.


COMO A API GARANTE A PROTEÇÃO DOS SEUS DADOS


Posto isto, é fácil imaginar que a API é responsável pela divulgação dos seus dados pessoais e sensíveis a terceiros. 

No entanto, isso não é bem verdade, já que a API confere um nível de segurança extra à sua navegação online.


É que os seus dados – sejam eles quais forem – nunca ficam totalmente expostos ao servidor, da mesma forma que o servidor 

também nunca se expõe totalmente aos dispositivos com quem comunica. Para isso, utilizam recorre a uma avançada tecnologia de criptografia 

e de inteligência artificial, que procura garantir a privacidade dos usuários. Obviamente que, como tudo na vida, os riscos nunca são eliminados 

completamente e, por isso, deve sempre adoptar uma postura sensata, séria e responsável quando navega na net e quando partilha informação sensível online.


Assim, é fácil entender como as API são uma ferramenta fundamental para o funcionamento da maioria dos negócios e aplicativos online. 

Sem estes Interfaces de Programação de Aplicativos não haveria Google, eBay, Amazon e toda uma série de aplicativos que nos habituámos a 

utilizar diariamente, sem sequer questionarmos como é o seu funcionamento, como as recentes ferramentas para bloquear o spam.


OS VÁRIOS TIPOS DE API


Atualmente existem três tipos de API que os engenheiros informáticos e demais profissionais utilizam. 

São elas as locais, as baseadas em web e as baseadas em software. À primeira vista podem parecer conceitos muito complicados, 

mas após uma breve descrição verá que são bem intuitivas, mesmo para quem não está habituado a lidar com este tipo de ferramentas digitais.


Comecemos pelas locais, que são a origem das API. Os primeiros Interfaces de Programação de Aplicativos eram pequenas 

aplicações de comunicação que transmitiam informação entre processadores dentro do próprio sistema operacional, como o Windows ou o Linux. 

Entretanto, surgiu a world wide web e as API baseadas em web foram desenvolvidas pelos programadores internacionais. 

São essas que utilizamos atualmente, quando ligamos o nosso dispositivo à net.


As API baseadas em web funcionam assim online e utilizavam o protocolo HTTP.

Um exemplo prático muito utilizado são os processos de 

cadastro nos websites ou ferramentas que enviam mensagens automaticamente.


Finalmente, as API baseadas em software são aquelas que permitem que serviços remotos sejam acessados localmente e são cada vez mais populares à medida que a internet vai conquistando a desmaterialização dos suportes físicos.

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Comentários (1)

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Paulo Junior

Paulo Junior

05/07/2021 11:32

Parabéns, muito bom!

"Ao infinito e além"

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