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Tipos de Teste de Software

#Java #Testes unitários #TDD
Sisnando Junior
Sisnando Junior

Vivemos em um mercado extremamente competitivo onde errar não é uma boa opção para aqueles negócios que buscam se destacar e estarem sempre à frente dos seus concorrentes. Dessa forma, investir em estratégias para garantir a qualidade de software é uma atitude inteligente que previne frustrações por parte da organização e também de seus clientes.

Nesse caso, realizar atividades de teste é fundamental visto que estas são responsáveis por evitar que erros sejam detectados em produção e tal aspecto é de suma importância para a qualidade dos produtos, pois erros detectados pelos usuários podem gerar não apenas custos financeiros, mas afetarem outras áreas negativamente quando acontecem de forma recorrente.

Existem diferentes tipos de testes que podem ser aplicados num software para identificar suas falhas, sendo as principais:

– Teste da caixa branca – utiliza o aspecto interno do programa/sistema, o código fonte, para avaliar seus componentes. Ele também é conhecido como teste orientado à lógica ou estrutural. Podem ser analisados itens como: fluxo dos dados, condição, ciclos etc. Na hora de implementá-lo é preciso verificar a criticidade, a complexidade, a estrutura e o nível de qualidade que se pretende obter do programa, envolvendo confiança e segurança;

– Teste da caixa preta – diferente do teste anterior, que prioriza os aspectos internos, o teste da caixa preta verifica aspectos externos. Os requisitos funcionais do sistema são avaliados. Não se observa o modo de funcionamento, sua operação, tendo como foco as funções que deverão ser desempenhadas pelo programa. Desse modo, avalia-se se um grupo de entrada de dados resultou nas saídas pretendidas, levando-se em consideração a especificação do programa. Ou seja, o que se esperava que o software deveria fazer. É conhecido também como técnica funcional;

– Teste da caixa cinza – esse tipo de teste une os dois anteriores, por isso o termo “cinza”. Avalia tanto os aspectos internos quanto os externos, de entrada e saída. Pode utilizar-se de engenharia reversa;

– Teste de regressão – esse consiste em realizar testes a cada versão de um software, onde se modificam-se funcionalidades. Desse modo, evita-se que erros que foram corrigidos antes no software antes voltem a aparecer na hora de se incrementar algo novo a ele.

– Teste de unidade – testa-se unidades menores de um software, de modo isolado, para ver se todas funcionam adequadamente;

– Teste de integração – depois das unidades testadas, realiza-se uma verificação se elas funcionam juntas, integradas. Pode ocorrer delas apresentarem incompatibilidades ao funcionarem em conjunto, mesmo após terem sido aprovadas no teste de unidade;

– Teste de carga – esse teste é feito para avaliar os limites de uso do software, o quanto ele suporta em volume de informações, tráfego etc. sem que apresente erros;

– Teste de usabilidade – esse teste é feito por um pequeno grupo de usuários para ver se o software satisfaz as suas necessidades. Nesse teste analisa-se como o usuário usa o sistema, verificando onde ele tem mais dificuldade. Ouve-se também suas impressões, porém é preciso confrontá-las com as observações do avaliador;

– Teste de stress – aqui leva-se o software ao seu limite de potência e funcionamento, para mais ou para menos, de modo a avaliar em qual ponto ele deixa de funcionar adequadamente. Isso é feito para verificar se suas especificações máximas ou mínimas de uso estão corretas.

Estes tipos de testes buscam equalizar as soluções de problemas dentro de um sistema em desenvolvimento, os benefícios com sua utilização são inúmeros, pois a identificação precoce de um bug é fundamental para contribuir com a redução da carga de trabalho, custo e manutenção nos softwares.


Espero que tenha ajudado! :)


Fonte: https://mundodatibrasil.wordpress.com/2020/05/13/teste-de-software-com-ia/ (Meu antigo Blog da faculdade)



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Comentários (2)

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Samuel Rodrigues

Samuel Rodrigues

16/12/2020 02:27

Show!

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Tiago Lopes

Tiago Lopes

15/12/2020 22:12

Muito bom o artigo, Sisnando!

"Decisões tem consequências, indecisões mais ainda".

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