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Resumo sobre modelos de engenharia de software

Daphne Santos
Daphne Santos

Resumo sobre modelos de engenharia de software 

  • Cascata 

O modelo em cascata consiste na definição de etapas para o desenvolvimento de softwares, que são encadeadas de maneira a estabelecer uma ordem linear de construção para cada uma delas. Assim, elabora-se a definição de requisitos do começo ao fim e só então passa-se a trabalhar no projeto de sistema e software, que, da mesma maneira, é realizado do início ao fim, para dar lugar à implementação e teste unitário. Em seguida a integração e o teste de sistema são efetuados e, por fim, chega-se à operação do software, seguido apenas de sua manutenção. 

Teoricamente, cada etapa recebe uma autorização para que seja formalmente encerrada e o processo siga a sequência determinada, no entanto, o que ocorre na prática é que o modelo cascata não funciona de modo linear, sendo necessário que constantemente processos anteriores sejam reavaliados e atualizados. Dessa maneira, o custo do produto passa a ser maior e o contínuo fluxo da documentação que exige ser aprovada também aumenta.  

  • Espiral 

O modelo espiral, projetado por Boehm, compreende uma estratégia circular no desenvolvimento do software na qual as etapas são retomadas ao final de cada ciclo, com o propósito de alinhar as demandas de cada setor, corrigindo erros e incrementando procedimentos. Um ciclo desse modelo é composto por quatro etapas: A primeira é a definição de objetivos, em que a finalidade do produto é determinada; A segunda etapa se trata da avaliação e redução de riscos, em que são levantados indícios de defeitos e planos de contingência são esboçados para cada possibilidade de erro; A terceira etapa consiste no desenvolvimento e validação do software, cujo modelo para construção é definido; E a quarta etapa, chamada de planejamento, na qual o projeto passa por uma verificação geral e decide-se a necessidade de mais um ciclo de correções e/ou implementações. 

Por ser um processo cíclico, o modelo espiral tem como vantagem a versatilidade para lidar com mudanças ao longo do percurso, tornando também as estimativas mais realísticas, já que, a cada ciclo são levantadas quatro etapas. Dentre elas, o planejamento que reavalia todo o projeto, melhorando assim o tempo de implementação do sistema. Mas como todos modelos desenvolvidos, o espiral tem suas desvantagens, por ser um modelo relativamente novo, ele não ainda é muito utilizado e também necessita de experiência para a avaliação dos riscos.  

  • RUP 

O RUP (Rational Unified Process) integra um compilado de metodologias que se destacam por apresentar os melhores resultados na execução da engenharia de software, reunindo, assim, as melhores práticas em um sistema moderno e adaptável à realidade de diversas empresas e projetos. 

Com o propósito de tornar o desenvolvimento de softwares mais eficiente, o RUP preconiza três perspectivas fundamentais: a dinâmica, que apresenta um esboço da linha do tempo do projeto; a estática, que lista as atividades; e a prática, que reúne as boas práticas em relação ao desenvolvimento. De modo análogo ao modelo espiral, o RUP compreende quatro fases processuais, que organizam a engenharia de software de acordo com as prioridades de cada etapa e permitem iterações, garantindo que os resultados das disciplinas interfiram positivamente no desenvolvimento umas das outras. 

Concepção: reconhecimento e definição das interações entre todas as partes envolvidas com o sistema. Aqui as disciplinas de modelagem de negócios, levantamento de requisitos e gerência de projetos se fazem mais presentes. 

Elaboração: a disciplina mais relevante nesse momento é a análise de projeto, cujo objetivo é estabelecer as condições pelas quais o software será desenvolvido, como a linguagem de programação utilizada, o framework, o ambiente de construção, entre outros. 

Construção: nessa fase do processo a implementação, que já havia sido iniciada, ganha destaque juntamente com os testes e a gerência de configuração e mudanças.  

Transição: por fim, a disciplina que permanece em foco é a gerência de projeto, que esteve ativamente presente em todas as fases e a implantação. Esta é a fase em que o software é transferido para os usuários finais. 

Por ser uma metodologia bastante adaptável às necessidades de cada projeto o RUP se destaca por sua flexibilidade, facilidade na identificação de brechas, permitindo que as falhas se tornem rapidamente solucionáveis e o produto final disponha de melhor qualidade em menos tempo de desenvolvimento. 

O RUP é uma metodologia bastante complexa e trabalhosa de ser elaborada, portanto exige uma equipe experiente que esteja apta a aplicá-la de modo dinâmico e eficiente. Por este mesmo motivo não é indicado para empresas, ou projetos de pequeno porte. 

  • Modelo Agile 

O manifesto ágil surgiu em 2001, embora sua prática anteceda a década de 1990 com o advento das linguagens de programação de quarta geração e a introdução do desenvolvimento incremental pela IBM, ambos na década de 1980. Suas principais premissas se fundamentam na grande demanda do mercado por mudanças rápidas e constantes, reivindicando que a indústria de softwares respondesse à altura, com uma entrega cada vez mais ágil e capaz de se reinventar ininterruptamente para suprir as exigências do mercado competitivo. Dessa maneira, as prioridades da engenharia de software foram reelaboradas no manifesto ágil, para garantir a rapidez na entrega, privilegiando “indivíduos e interações mais que processos e ferramentas; software em funcionamento mais que documentação abrangente; colaboração com o cliente mais que negociação de contratos; responder a mudanças mais que seguir um plano” (Manifesto Ágil, 2001). 

 

https://agilemanifesto.org/iso/ptbr/manifesto.html - acesso em 12/11/2020 

 

Sommerville, Ian. Engenharia de Software. 9 edição. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2011. 

 

Por:  

Daphne Barbosa 

Alexandre Augusto 


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