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Recolocação profissional durante a pandemia, gastando pouco ou quase nada!

#Desperte o potencial #Marketing Digital
Renan Junior
Renan Junior

Neste artigo, vou dividir com vocês a minha experiência ao longo do ano de 2020, onde perdi o meu emprego devido a pandemia (eu era profissional de Educação Física), e optei por buscar uma nova área de atuação. Como fiquei mais tempo em casa, e sempre gostei de estudar, decidi tirar alguns dias para refletir sobre novas possibilidades profissionais, onde eu pudesse retornar ao mercado de trabalho o quanto antes. Por estar desempregado, e sem perspectivas de recolocação no curto prazo, decidi aprender o que eu precisava gastando a menor quantidade de dinheiro possível. E posso dizer que fui bem sucedido neste processo. Compartilho, nos parágrafos abaixo, a minha jornada de aprendizado.


Após algumas pesquisas, constatei que o mercado de TI estava bastante aquecido e com grandes perspectivas para a próxima década, necessitando de profissionais qualificados. Ok, identifiquei um mercado promissor, mas como ingressar na área de tecnologia, oriundo de uma área tão diferente quanto a Educação Física? A resposta é bastante simples: estudando, se qualificando, e mostrando ao mundo o meu interesse. Afinal, se há demanda por profissionais, por que eu não conseguiria? 


O primeiro passo foi conversar com pessoas da área de tecnologia. Como? LinkedIn! Criei uma conta com informações básicas, encontrei alguns antigos colegas de escola e amigos que atuam na área e fui atrás de opiniões e dicas para saber por onde começar. Munido de muita informação, optei por aprender programação em Java!


Aí, alguém pode dizer: “Mas Java? É muito difícil! Está ultrapassado! Tem linguagens mais fáceis!”, e todos os comentários estão de alguma forma corretos. Optei pelo Java porque escutei de pessoas experientes que o mercado ainda estava aquecido e que, se eu aprendesse Java, conseguiria aprender qualquer linguagem. Próxima etapa: como aprender Java gastando pouco, ou até mesmo de graça?


Bom, encontrei alguns canais bem interessantes no Youtube, que me deram um bom embasamento sobre a linguagem, como o Curso em Vídeo e o DevDojo. O Dicionário do Programador do canal Código Fonte me ajudou muito com terminologias e conceitos. Após estudar muito e realizar os exercícios, decidi comprar um curso que me permitisse aplicar o aprendizado no desenvolvimento de algum projeto. Optei por este curso do professor Nélio Alves, pois atendia ao meu propósito, e também porque a Udemy oferece o conteúdo de forma vitalícia (e, com cupons de desconto, o curso saiu por menos de R$30,00). A Digital Innovation One também foi uma excelente fonte de aprendizado. Além dos diversos cursos e acelerações, também é possível aprender através dos bootcamps, com a vantagem de poder ser contratado ao final do treinamento!


Após desenvolver alguns projetos, criei um perfil no GitHub para guardar os projetos e exercícios que eu desenvolvia. Atualmente, tenho poucos projetos no meu repositório, mas pretendo acrescentar mais em breve. Utilizo-o, principalmente, para conhecer outros devs e fazer contatos. Com um pouco mais de bagagem, atualizei o meu perfil no LinkedIn utilizando algumas destas dicas para tornar o meu perfil mais atrativo para os recrutadores. 


Para atuar na área de tecnologia, saber inglês não é obrigatório. Mas certamente é uma grande vantagem conhecer o idioma, pois há muito conteúdo valioso para aprendizagem disponível neste idioma. Durante muito tempo eu utilizei o Duolingo para me familiarizar com a língua inglesa. Ele com certeza não me tornou fluente, mas eu consigo me virar muito bem em leituras e até mesmo arrisco alguns diálogos com nativos do idioma pela internet. 


Conhecer uma linguagem de programação, fazer contatos, divulgar o seu perfil e ter noções do idioma inglês já dão alguma possibilidade de iniciar uma carreira na área de tecnologia. Mas é inegável que estar matriculado em uma faculdade é um grande diferencial. Então, como cursar uma graduação pagando pouco ou até mesmo nada? Resolvi parcialmente esta questão ingressando no curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas da Uniasselvi. A mensalidade deste curso está na faixa de R$300,00. Contudo, esta instituição oferece a Indicação Premiada. Cada aluno que eu indico, eu ganho uma mensalidade de graça (claro, se esta pessoa se matricular). Já indiquei 3 pessoas desde que eu estou no curso, ganhando 3 mensalidades de isenção! É um processo mais difícil, mas vale muito a pena tentar. Não pesquisei outras instituições, mas devem haver promoções semelhantes, ou até melhores.


Eu segui todos estes passos que indico e, felizmente, surgiram oportunidades para entrevistas! A cada “não”, ganhei mais experiência, até que finalmente ouvi o “sim”! Hoje eu sou Desenvolvedor Junior em uma grande empresa de tecnologia, que me oferece acesso gratuito a cursos, palestras e certificações. Enfim, estas foram as minhas dicas para quem está em busca de reposicionamento profissional, espero que possa ajudar!

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Comentários (5)

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Dulcilene

Dulcilene

23/03/2021 20:39

Obrigada pela partilha, sou iniciante aqui na plataforma e ler que você ouviu um sim e buscou se qualificar cada vez mais, me deu engajamento pra continuar! Muito bom o seu artigo.

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Fabio Marinho

Fabio Marinho

21/03/2021 00:49

Maravilha parabéns.


Eu estou na luta por um sim como Dev. Android a 8 meses mas ta difícil.

Tenho Inglês, graduação na área, experiencia como freelancer de 4 anos mas em todas as entrevistas sempre ouço a mesma ladainha "Você não tem experiencia em uma empresa, quem sabe no futuro"


quem souber de algo e quiser compartilhar >>LinkedIn<<

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Isaias Bueno

Isaias Bueno

21/03/2021 10:17

Muito bom o seu texto, será uma inspiração pra muitas pessoas.

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Osmar Filho

Osmar Filho

20/03/2021 22:00

Parabéns Renan !!!

Muito inspirador.


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S

Sanzio Barros

20/03/2021 21:16

Parabéns Renan,


Também estou no mesmo caminho. Como é a sua rotina de trabalho nesta nova jornada de TI?

Desenvolvedor Java Junior

Brasil