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O “NÃO” em processos seletivos

#Desperte o potencial #Marketing Pessoal #Intraempreendedorismo
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Dilton Santos

Olhando os últimos Top 5 artigos da DIO, vi que 2 deles falam sobre processos seletivos. Sobre o que li, concordei com algumas coisas e discordei de outras, por isso resolvi compartilhar um pouco do que tenho lido a respeito desse assunto, através desse artigo.


No geral, nós candidatos temos muita dificuldade em lidar com a rejeição em um processo seletivo. Tenho visto bastantes pessoas reclamarem da dificuldade em agradar os recrutadores e da frustração de nem saberem o porquê da rejeição. Isso me levou às seguintes perguntas:

1 – Por quê a maioria das empresas não fornecem feedback negativo para os candidatos?

2 – Por quê empresas rejeitam candidatos que parecem atender às exigências das vagas?

Pensando sobre essas perguntas eu vi a necessidade de entender mais as empresas e os recrutadores, o que eles pensam e como lidam com os processos seletivos.


Buscando respostas para a primeira pergunta, percebi que a questão do feedback (ou falta dele…) não é um problema somente das empresas brasileiras. De acordo com a empresa americana The Balance, que fornece dicas de carreira para 19 milhões de pessoas mensalmente, no artigo de título Why Employers Don't Give Feedback to Rejected Candidates* (“Por que os empregadores não dão feedback aos candidatos rejeitados” em tradução livre) ela trás alguns dados que confirmam que a maioria das empresas americanas também não fornecem feedback aos candidatos rejeitados. Mas isso tem motivos: Preocupações legais e tempo limitado estão entre os principais motivos pelos quais as empresas agem dessa maneira.


Questões Legais e Tempo

Algumas pessoas podem não aceitar tão bem as críticas e até mesmo se sentirem ofendidas com a justificativa dos recrutadores. Existem diversos casos na Justiça tratando desse tipo de problema, onde o candidato se sente pessoalmente lesado pela recusa da empresa. Por isso, por política interna, muitas instituições evitam dar o feedback aos candidatos que não foram aprovados. Além das questões legais, existe o fator Tempo. Desenvolver uma carta de rejeição personalizada e enviar uma a uma para cada candidato leva tempo. A partir o momento em que foi rejeitada, a pessoa deixa de ser candidata, portanto, deixando de ser prioridade pela necessidade da empresa economizar tempo. Porém, se deseja saber quais foram os pontos determinantes da rejeição, você pode solicitar informações por meio de um e-mail educado e objetivo. Ainda assim, entenda que também existe a possibilidade desse pedido não ser atendido.


Para responder a segunda pergunta, com base nos estudos realizadas pela Robert Half, podemos identificar algumas situações que nos explicam o comportamento da maiorias das empresas em relação a processos seletivos aqui no Brasil. De acordo com a pesquisa denominada “O Match Perfeito - O que buscam profissionais e recrutadores?”** os 10 fatores mais relevantes para o preenchimento de uma vaga em aberto são:

Experiência prévia do candidato (86%), o fit cultural (52%) e a indicação (33%) - principalmente de pessoas relevantes do mercado ou da academia, não necessariamente da própria empresa - são os três fatores mais relevantes que os tomadores de decisão das empresas (pessoas que participam ou influenciam de alguma forma no recrutamento) consideram na hora de contratar. Por outro lado, a disponibilidade para início do contrato (6%) e a disponibilidade geográfica do candidato (10%) não aparecem como primordiais e figuram no final da lista dos Top 10 fatores mais relevantes.


A 8ª edição do Índice de Confiança Robert Half***, um estudo que busca revelar as perspectivas de contratação e expectativas do mercado de trabalho, tanto as atuais como para os próximos 6 meses, mostra os principais motivos que levam os recrutadores a eliminar um candidatos na primeira entrevista. São eles:

Perceber que o candidato mentiu no currículo (33%), identificar que o candidato não se encaixa na cultura e no clima da empresa (23%), demonstração de falta interesse na vaga (12%), falar mal da empresa/empregador anterior (12%), não saber se comunicar (9%), não saber ouvir (6%), falta de preparação para a entrevista (3%) e outros motivos (2%).


Essas pesquisas nos trazem alguns dados que nos permitem entender um pouco sobre processos seletivos e nos dão pistas sobre como devemos nos preparar para aumentar nossas chances em entrevistas de emprego e em caso de rejeição, estarmos seguros de maneira que isso não abale nossa confiança.



* THE BALANCE CAREERS. Why Employers Don't Give Feedback to Rejected Candidates. Disponível em: https://www.thebalancecareers.com/must-employers-tell-applicants-why-they-weren-t-hired-1919151#why-feedback-is-uncommon

** ROBERT HALF. Match Perfeiro. Disponível em: https://www.roberthalf.com.br/sites/roberthalf.com.br/files/documents/robert-half-match-perfeito.pdf

*** ROBERT HALF. ICRH - Índice de Confiança Robert Half. Disponível em: https://www.roberthalf.com.br/sites/roberthalf.com.br/files/documents_not_indexed/robert-half-indice-de-confianca-8-edicao.pdf

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Comentários (6)

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Antonio Barros

Antonio Barros

26/09/2021 18:01

Muito bom parabéns!

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Dilton Santos

24/09/2021 01:40

Recomendo muito que deem uma olhada nas pesquisas feitas pela Robert Half. Pra quem está buscando melhorar sua performance em processos seletivos ou buscando entender melhor como as empresas podem estar te enxergando, são de grande ajuda. São pesquisas bem detalhadas sobre a perspectiva do mercado de trabalho tanto do ponto de vista dos recrutadores e empregadores como dos candidatos (empregados e desempregados). Top!!!

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Nina Peres

Nina Peres

24/09/2021 05:46

Muito bom. Nunca tinha pensado sobre a questão legal envolvida na falta de feedback. Interessante!

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Vinicius Silva

Vinicius Silva

24/09/2021 02:45

Parabéns pelo texto, ficou excelente!

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Yanna Peçanha

Yanna Peçanha

24/09/2021 00:24

Ótimo artigo! Parabéns 🙂

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Jaqueline Souza

Jaqueline Souza

23/09/2021 23:40

Parabéns pelo artigo!

Muito bom!

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Brasil