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Notas sobre agilidade

#Scrum
Thiago Bezerra
Thiago Bezerra

Nos últimos 10 anos houve um boom dentro de nossa querida América Latina (especialmente Brasil e México) dentro de nossa estrutura de trabalho em empresas de tecnologia. Conceitos de agilidade e suas ferramentas foram vistos em conjunto como o grande heroi que veio para salvar todo e qualquer negócio dos fantasmas dos modo de trabalho convencionais : falta de produtividade, respostas lentas as mudanças de mercado, não integração do cliente com o produto, etc. E naturalmente que junto com as promessas surgem as espectativas.


E com isso dentro do ideário dos empresários tecnológicos do País houve um montante enorme de abertura para novos roles dentro da organização que até então eram desconhecidos. Introduziu-se dentro das empresas figuras como o Scrum Master, Agile Coach, Product Owner, ou seja o arsenal técnico para o que na cabeça do diretor de empresa seria necessário para o que chamamos de transformação ágil. E tivemos bons resultados, pelo menos a curto prazo.


O que acontece é que quase 70% das empresas a nível latina américa que aderiram ao movimento ágil, atribuia o ser ágil a utilização de ferramentas ágile ao seu escopo de trabalho e não necessariamente fizeram cambios em sua cultura. Resultado da equação : em determinado tempo de maturação as empresas estacionavam seus resultados. E não obstante não se conseguia mensurar o porque que esse crescimento estava estagnado. O que faz com que certas perguntas aparecem no ambiente corporativo. Seria meus empregados que não conseguiam ser mais eficientes? Será que a agilidade não me garante todo aquele resultado que haviam me prometido?


A verdade é que a agilidade levada ao pé da letra não funciona mais no mundo moderno. Porque a agilidade criada nos anos 90 é diferente da agilidade que precisamos dentro das empresas. Quando o movimento ágile foi criado não tinhamos smartphone, apenas 40 por cento do mundo tinha internet. Seus conceitos não estavam preparados para a mudança radical do mundo com as relações tecnologicas seguintes.


Então hoje a agilidade tem que ser vivida muito menos como via de regra e sim como um mindset , uma forma de exigir do meu time colaboração e iteração constante dentro de um universo caótico. E assim vai ser até que realmente se crie um modelo de trabalho que se extenda ao caos da nossa nova economia. Não obstante, todos os novos marcos de trabalho já incluem em seu escopo principal a transformação cultural para conseguir seus resultados.

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