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KiloByte ao ZettaByte

#Python #Big Data
Rita Silva
Rita Silva

KiloByte ao ZettaByte


Sou da época do Processamento de Dados, do setor CPD (Centro de processamento de dados), do disquete 5 1/4 (capacidade de armazenagem de 110 KB a 1,2 MB) e 3 ½ (armazenar 1,44 MB), onde os dados eram impressos em papel continuo de 2 ou 3 vias, e rezava para não engasgar no meio e rasgar o papel e carbono (método de impressão de mais uma cópia em uma única vez, era mega tecnologia na época).

Isso tudo era 1998, 2 anos antes de iniciar anos 2.000, 23 anos se passarão e hoje vivemos na era do zettabytes, se falassem nesta época que iriamos utilizar os dados na nuvem, e impressão de volume de vendas mensal não seria mais necessário, eu iria sorrir de felicidade, e talvez por desconfiança.

Mas em 2.004 já estava com uma ferramenta que me permitia ter esses dados no computador e melhor compartilhar com toda empresa, e dados diários, o conhecido D-1, e isso já era um salto imenso para uma empresa de 50 anos de vida, que passou por todos os tipos de coleta de dados, desde do bloco de notas do responsável da área, até chegarmos nesta ferramenta de planejamento.

E hoje estamos em 2021, essas ferramentas de planejamento já migraram para o Analytics, e a manipulação dos dados tornou-se algo imprescindível para qualquer empresa, e sua usabilidade é em minutos muitas vezes.

Os dados começaram a tomar tamanha notoriedade no início dos anos 2.000, com crescimento uso smartphones, rede sociais na palma da mão, fez redes sociais crescerem, criar novos meios de contatos à distância em tempo real.

E isso fez crescer a demanda por profissionais de tecnologia para criar meios de limpar esse dados e trazer para o mundo de negócios, que era muitas vezes um DBA que fazia essa função, até criar o Engenheiro de Dados, mas o crescimento de volume de dados foi trazendo a necessidade outros perfis de profissionais, pois ter os dados limpos não era certeza de dados “prontos” para analises de negócio, porque antes a área de negocio conseguia gerir esses dados em suas planilhas de Excel e criar seus relatórios de analise, ou até em ferramentas de BI.

Com maior volume não havia como criar analises em Excel, ou ferramentas de BI, sem antes ter um trabalho de modelagem, e com isso criou o perfil do cientista, que era normalmente um matemático ou estatístico, e com isso surgiu o Cientista de dados.

Lembrando que dados até início dos anos 2000 era praticamente dados estruturados, hoje trabalhamos com grande quantidade de dados não- estruturados, devido alto consumo de imagens, em rede sociais é um bom exemplo.

E hoje estamos vivendo esse turbilhão de dados, literalmente tudo que olhamos é dado, porque se você parar para pensar tudo que olhamos está em uma tela de celular, computador, tablet, e isso gera dados.

Em um artigo de 2019 dizia “A produção de dados dobra a cada dois anos e a previsão é de que em 2020 sejam gerados 350 zettabytes de dados ou 35 trilhões de gigabytes.”, no entanto não sabido que iriamos passar por uma pandemia, e que iria nos obrigar a viver online, exatamente isso, vivemos hoje no status online, onde estamos conectados por 24hs por 7 dias, porque trabalhamos online, estudamos online, solicitamos nossos alimentos online, nos divertimos online, e que era para ser gerar dados em anos, se tornou dados em meses. Conforme gráfico abaixo, demonstra o crescimento real e previsão até 2024.


Fonte: https://www.statista.com/statistics/871513/worldwide-data-created/


E assim o KiloByte cresceu, apareceu e transformou-se o ZetaByte considerado o “Novo Petróleo” do momento.

A pergunta que fica, a Gestão, Armazenamento e Governança de Dados estão alinhadas neste exponencial crescimento de dados?



Fontes:

https://news.usc.edu/29360/how-much-information-is-there-in-the-world/


https://www.seagate.com/br/pt/our-story/data-age-2025/


https://www.bernardmarr.com/default.asp?contentID=1846


https://www.bernardmarr.com/default.asp?contentID=1438


https://computerworld.com.br/inovacao/o-que-a-ciencia-de-dados-nos-reserva-para-2021/


https://canaltech.com.br/carreira/Analistas-afirmam-que-a-producao-de-dados-dobra-a-cada-dois-anos/


https://www.forbes.com/sites/tomcoughlin/2018/11/27/175-zettabytes-by-2025/?sh=176c92175459


https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/how-to/2020/05/27/o-volume-de-dados-como-grande-ameaca.html

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Economista, atuante em tecnologia.

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