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IoT e TCP/IP

Antonio Filho
Antonio Filho

IoT e TCP/IP


A interconexão de devices para conversarem entre si é uma realidade que já vem sendo sentida no dia a dia das pessoas, a assim chamada Internet das coisas ou Internet of Things (IoT) em inglês. O que implica na necessidade de se definir um endereço único para cada dispositivo na Internet.


O protocolo usado hoje na Internet é o TCP/IP, onde o endereçamento é definido pelo número de dígitos usados. Quanto maior o número de dígitos, mais dispositivos podem ser endereçados. A versão do TCP/IP usada genericamente hoje, é a V4, onde 32 dígitos, separados por pontos, conseguem endereçar 2^32 ou 4,3 bilhões de endereços de dispositivos. Percebe-se que esse número de dispositivos, por ter um alcançe mundial, é pequeno, tanto que os endereços IP na v4 já estão acabando (O estoque de endereços IPv4 para a região da América Latina e o Caribe esgotou-se na data de 19/8/2020, segundo o site ipv6.br).


Para contornar esse problema usam-se os roteadores, que transformam um endereço IP real e distribuem os dados entre endereços de redes locais. Com isso consegue-se ampliar o número de devices endereçados, artificialmente.


Com o IP versão 6, este número será ampliado exponencialmente, pois este trabalha com 128 dígitos, separados por “;” abrangendo um número muito maior de endereços (2^128 endereços ou 340 trilhões). Com esse protocolo fica possível o endereçamento direto para cada dispositivo da rede, simplificando e tornando desnecessário o uso de roteadores e das tabelas NAT de conversão de endereços IPv4 para endereço local. Com isso, a rede se tornará mais eficiente e rápida, conforme medições já realizadas por sites especializados.


No Brasil, segundo dados de Outubro de 2020, a adoção do protocolo IPv6 está na casa dos 39% e crescendo, tornando com isso a estrutura para desenvolvimento do IoT mais robusta e simplificada.


Existem problemas de segurança implícitos devido a conexão direta device a device. Isso implicará em novas medidas de proteção, com o uso de redes mais seguras como, por exemplo, redes Blockchain.

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