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💼💻 | Guia completo para alcançar a tão sonhada Recolocação no Mercado de Trabalho!

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Thaynã Sousa
Thaynã Sousa

Olá a todos, me chamo Thaynã e venho hoje tratar de um assunto delicado para muitos de nós presentes aqui na DIO atualmente. Independente do motivo, a recolocação no mercado de trabalho raramente é algo simples, fácil e rápido, principalmente no cenário global atual, esse tem sido um desafio cada vez mais comum e, apesar disso, não possui uma resposta ou forma clara de como lidar.


Portanto, gostaria de apresentar algumas observações e técnicas que tenho tido contato e aprendido nessa minha jornada de recolocação para quem sabe, não contribuir um pouquinho para a sua jornada pessoal, e caso você tenha alguma experiência ou sugestão, comente no final para que possamos todos crescer juntos!


Nesse artigo irei tratar sobre os seguintes tópicos:


  1. A busca pelo seu novo nicho
  2. Planejamento Financeiro
  3. Organização do Tempo
  4. Criação de um Currículo atraente para a nova função
  5. O Currículo
  6. O Portfólio
  7. Contato com as empresas e o melhoramento contínuo
  8. Conclusão
  9. Leituras que agregam


Se estiver em busca de algo mais específico, fique à vontade para ir direto para o que mais lhe interessa! E se achar que contribui de forma positiva para o seu conhecimento, lembre-se de clicar na seta para cima no canto superior esquerdo (^) para tornar esse conteúdo relevante para o maior número de pessoas possível!

Sem mais delongas, vamos ao que interessa!!


1 - A busca pelo seu novo nicho


Talvez a parte mais difícil de buscar a recolocação no mercado de trabalho é justamente saber qual esse novo lugar que você deseja ocupar. Para muitos essa é a decisão mais difícil pois como saber qual a minha área de atuação preferida se ainda não atuei na mesma?


Portanto, antes mesmo de estudar as estratégias para uma recolocação de sucesso, deve-se traçar um objetivo a ser alcançado. Por mais que pareça complexo, devido à nossa experiência de vida, todos temos algo que nos deixa mais confortável, ou nos traz certo prazer em ter contato. Uma memória feliz, uma simples curiosidade, nesse momento tudo serve como indicador de qual possa te fazer mais feliz.


Sendo assim, tire alguns minutos, ou até mesmo algumas horas, e se imagine cumprindo essa posição, imagine as empresas as quais te trariam grande satisfação pessoal em fazer parte, e veja se realmente é isso que você gostaria de fazer desse ponto em diante na sua vida.


Outro problema comum, principalmente no setor da tecnologia, é a amplitude de áreas de interesse e a dificuldade de inserção em algumas delas. Temos na área de desenvolvimento, algumas classificações de atuação que tornam essa comparação entre áreas um pouquinho mais simples, sendo principalmente:


  • Desenvolvimento Front-End (Conhecimentos mais comuns: HTML, JS, CSS);
  • Desenvolvimento Back-End (Conhecimentos mais comuns: Python, PHP, C#, Ruby, SQL);
  • Desenvolvimento FullStack (Conhecimentos mais comuns de ambos Front-end e Back-end);
  • Desenvolvimento Mobile (Conhecimentos comuns de Front-end e Back-end, além de um sistema operacional, ex.: Android (Kotlin) e iOS (Swift));


De forma geral, essas quatro áreas são um ótimo norte na busca pela sua especialização, existem algumas outras classificações, mas as principais para um profissional de entrada são estas.


Lembrando que focar em uma delas não significa necessariamente que não terá que aprender um pouco sobre as outras, visto que essa é uma área interdisciplinar e saber como as diferentes partes de um projeto interagem entre si é essencial para se tornar um bom profissional.


  • Resumidamente, o desenvolvedor Front-end é aquele que trabalha na interação com o usuário, com aquilo que fica à frente e é visto.
  • Já o desenvolvedor Back-end é aquele que trabalha no motor da aplicação, ele é quem geralmente se responsabiliza pelas funcionalidades que estarão disponíveis para o usuário.
  • O desenvolvedor FullStack é aquele versado tanto nas habilidades de Front-end quanto de Back-end, podendo atuar em ambas alternadamente ou ao mesmo tempo.
  • Por último, temos o desenvolvedor Mobile, que tem como foco o desenvolvimento para dispositivos móveis. Estes geralmente trabalham com o software nativo do sistema operacional em foco, mas devido a intercomunicação, indispensável nos dias de hoje, entre aplicações web e mobile, é comum que estes tenham conhecimentos tanto de ferramentas Font-end quanto Back-end.


Sendo assim, fica claro que utilizar estas classificações podem facilitar no direcionamento inicial da carreira, mas é inevitável o constante aprendizado para se tornar um bom profissional desejado pelo mercado.


A diferença entre estas áreas pode não ser tão clara, portanto, minha sugestão é que você pesquise e leia o máximo de conteúdo sobre cada uma delas quanto possível, vídeos são de grande ajuda também para sentir como atua o profissional de cada área!


2 – Planejamento Financeiro


A caminhada para a recolocação é normalmente muito tortuosa, e outro grande obstáculo é justamente como se sustentar durante esse trajeto. Agora que você já tem um objetivo a ser alcançado, saber como alcançá-lo é o próximo passo lógico e para isso é preciso ter uma noção clara da sua situação financeira atual.


Infelizmente, muitos de nós buscamos essa transição de carreiras muito tarde, geralmente já não possuímos uma fonte de renda estável, ou somos pegos de surpresa por imprevistos. Da mesma forma, as obrigações do diárias não cessam, e difíceis escolhas precisam ser tomadas.


O primeiro passo, se ainda não o fez, é listar de claramente todos os seus gastos mensais fixos. Crie uma planilha, ou já comece a exercitar sua mentalidade de desenvolvedor e crie seu próprio software de controle, para saber de fato tudo aquilo que é indispensável no seu dia-a-dia.


Feito isso, você terá uma ideia de quanto precisa por mês para se manter. Lembre-se que este é um momento de economia, portanto liste apenas o que realmente é essencial e indispensável.


O próximo passo será analisar por quanto tempo sua reserva financeira poderá sustenta-lo nessa jornada. Essa é uma questão delicada e pessoal, visto que todos temos necessidades e obrigações diferentes, mas infelizmente, para agilizar o processo de transição, quanto mais puder focar melhor será seu desempenho.


É importante também considerar imprevistos e alguns gastos extras com lazer, pois apesar de ser um momento delicado, se não tivermos momentos para relaxar, o nosso próprio desempenho fica a desejar.


Além disso, deve-se planejar o quanto será gasto com a aquisição de conhecimento relacionado a nova área de interesse. Felizmente temos aqui na DIO excelentes cursos e bootcamps gratuitos que tornam a profissionalização muito mais em conta, com a opção de acelerar ainda mais seu crescimento através da assinatura PRO.


Se você ainda possui uma fonte de renda, ou tem outros meios de se manter nesse período, talvez esse tópico não lhe agregue tanto, porém um bom planejamento financeiro nunca fez mal a ninguém!


3 – Organização do Tempo


Como disse antes, muitos de nós buscamos a recolocação tardiamente, quando já estamos sem emprego fixo e sem renda estável. Em contrapartida, nos vemos com uma abundancia de tempo que provavelmente até então não tínhamos. É muito fácil não empregarmos esse tempo livre da forma mais eficiente, e esse é o diferencial entre uma recolocação rápida ou não.


Estar o tempo todo em casa e agora com tempo “ocioso” nas mãos, nos torna vítimas de armadilhas que consomem esse tempo e impacta a nossa produtividade. As principais armadilhas são um horário de sono desregulado, distrações, interações familiares, ocupação demasiada com tarefas alheias, entre outras. Assim, a sua maior aliada nesse momento é uma rotina bem planejada e saudável.


Devemos tratar esse tempo livre em mãos da mesma forma que se faria quando se está empregado. Devemos criar uma rotina rígida de comportamento, no qual o nosso foco são os estudos e melhoramento pessoal. Durante esse período diário estipulado, todo o resto são distrações desnecessárias, e cada minuto perdido pode significar um grande atraso na obtenção da sua próxima oportunidade.


Claro, para muitos isso pode parecer impossível, mas mais uma vez devemos lembrar que esse momento é passageiro, e pode significar uma melhora significativa na qualidade de vida sua e de sua família no futuro, portanto, todos os sacrifícios são necessários.


Ter um lugar tranquilo para focar, a compreensão e apoio de seus familiares, assim como evitar a auto sabotagem, são fatores essenciais para um crescimento rápido e de qualidade do seu perfil profissional, e é isso que irá prepara-lo para as eventuais entrevistas de emprego.


4 – Criação de um Currículo atraente para a nova função


Já que estamos falando das futuras entrevistas de emprego, outro ponto de extrema dúvida e insegurança, pelo menos para mim, é como montar o meu currículo para que ele seja atraente para as empresas e eu conquiste a minha primeira vaga na nova função.


Já realizei pesquisas exaustivas, mas ainda não obtive um modelo claro de como deve ser feito, até porque, acredito eu, não exista uma forma única de se montar esse currículo. Portanto, vou apresentar aqui algumas das opiniões e dicas que achei mais úteis até o momento.


Caso você tenha uma opinião diferente, ou algo a acrescentar, por favor deixe um comentário pois toda contribuição é bem-vinda!


Nesse momento, duas plataformas são indispensáveis para a criação de um bom currículo, sendo elas o LinkedIn e o GitHub. O LinkedIn é considerado uma rede social profissional a qual é difícil nunca se ter ouvido falar, e tem se tornado a fonte principal de recrutamento das companhias de todos os tamanhos.


Já o GitHub é um repositório/rede social indispensável para os profissionais da área de desenvolvimento atual, sendo também o local perfeito para construir um portfólio e expor as suas habilidades.


4.1 – O Currículo


Montar um bom currículo é uma tarefa complexa, mesmo para pessoas que já tem uma área de atuação bem definida. Saber como expor seus pontos fortes de forma atrativa e convincente não é algo fácil, pois todos lidamos em algum momento com o famoso “Síndrome do Impostor”, que muitas vezes nos cega para as nossas próprias qualidades.


Mas algo que ouvi de uma recrutadora recentemente ampliou um pouco minha visão a respeito de um bom currículo. O principal ponto que devemos ter em mente é que por mais que não pareça, todos temos pontos fortes, ou algo a contribuir, pois isso é consequência natural de nossa caminha até aqui.


Todos em algum momento fazem algo o qual só o fato de ter tido contato próprio ato de fazer, lhe gerou algo pessoal, seja em âmbito profissional, ou no seu dia a dia.


Um exemplo seria uma pessoa que nunca trabalhou formalmente, mas essa pessoa teve que se reinventar para trazer sustento para a família em algum momento. Ou então uma pessoa que trabalhou a vida toda em uma empresa, e apesar de ter exercido a mesma função por grande parte desse tempo, o próprio tempo de dedicação já indicam pontos positivos sobre a sua personalidade e profissionalismo. Um estudante que está agora em busca de seu espaço no mercado de trabalho, durante a sua formação muito provavelmente teve seus pontos marcantes, e mesmo que não tenha tido, a sua atitude daqui para frente é o indicador perfeito da sua mentalidade.


Por ser algo extremamente pessoal e único, é difícil definir qual a forma correta de aproximar essa tarefa, mas busque na memória tudo o que já fez na vida até esse momento, por menor que seja a conquista ou o feito, ele pode ser um indicador indispensável de quem você é, e isso o torna mais visível para as empresas.


A respeito de como fazer essa apresentação, me deparei com diversas discussões, mas em geral há uma certa disparidade de opiniões a respeito de uma introdução curta e direta, e uma introdução do estilo story telling.


Pessoalmente, notei que uma apresentação descritiva (story telling) de suas habilidades e conquistas pessoais chama mais a atenção de possíveis recrutadores, e é um método adotado por grandes empresários e pessoas de sucesso. Então uma dica é pesquisar e estudar o currículo de outros profissionais da sua área de interesse. Nada melhor do que aprender de que já fez e deu certo!


4.2 – O Portfólio


Como dito no início desse tópico, o principal repositório para a criação do seu portfólio é o GitHub, existem outras opções, mas esse é o mais utilizado. O GitHub é um repositório mantido pela própria Microsoft, e aqui na DIO temos um curso incrível de introdução às suas funcionalidades e como usá-lo da melhor forma.


Outra vantagem de aprender pela DIO é que a grande maioria dos cursos te levam a produzir pelo menos um projeto que pode ser hospedado no GitHub e apresentado como parte de seu portfólio.


Algo que os professores repetem constantemente é que não existe projeto ruim ou simples demais, todo e qualquer projeto serve como demonstração de sua habilidade, e o próprio ato de ter um projeto aberto no GitHub já demonstra uma das capacitações mais buscadas pelas vagas de desenvolvimento, a de saber trabalhar com versionamento de código e trabalho em equipe.


Portanto, por menor que seja sua experiência, toda e qualquer prova de habilidade é um ponto a seu favor na hora de apresentar sua trajetória. E revisitar seus projetos antigos também é uma excelente forma de demonstrar seu crescimento e avanço na carreira, além de torna-los sempre mais atraentes e interessantes.


Em resumo, na hora de construir o currículo, toda e qualquer experiência pode ser um ponto positivo e de destaque, e ao utilizar ambas as plataformas em conjunto, LinkedIn e Github, você tem a possibilidade de alcançar inúmeras oportunidades, muitas vezes que nem mesmo são de conhecimento público. Portanto, mostre sim tudo o que fez e que está fazendo, ser parte da comunidade pode acelerar não só seu crescimento profissional como ser também sua porta de entrada nessa nova carreira!


5 – Contato com as empresas e o melhoramento contínuo


Durante todo esse longo texto, repeti inúmeras vezes que a recolocação profissional é uma caminhada longa e tortuosa, e sem duração fixa, ou seja, conseguir a tão sonhada recolocação pode levar um mês ou mais de um ano.


Dessa forma, cada minuto conta, então devemos começar a aplicar para as vagas disponíveis tão cedo quanto tenhamos o mínimo de conhecimento necessário para tal. É muito comum os processos seletivos levarem um prazo extenso para serem concluídos, dando assim mais oportunidade de aprendizado, e mesmo que não conquiste a vaga, terá ganho experiência de como funciona a seleção para a mesma.


Outro ponto é que muitas vezes as empresas possuem um número de vagas disponíveis para pessoas com pouca ou nenhuma experiência. Essas vagas geralmente não ficam expostas explicitamente no anúncio da vaga, portanto a sua oportunidade pode estar justamente onde menos se espera.


Atenção, não estou recomendando que aplique para toda e qualquer vaga, pois muitas delas requerem conhecimentos extremamente específicos, ou até mesmo uma senioridade condizente com as atividades a serem exercidas. Mas para vagas de entrada, mesmo que não possua todos os conhecimentos requisitados, vale a pena se candidatar, afinal, o não você já tem!


Ao mesmo tempo, é importante dar continuidade aos seus estudo e aperfeiçoamentos. Muitas empresas guardam os currículos dos candidatos que aplicam para suas vagas, e no caso de abertura de vagas futuras, podem vir a analisar seu currículo e perfil mais uma vez. Assim, uma demonstração clara de crescimento e dedicação pode ser o diferencial que ela está buscando.


O currículo nunca estará 100% finalizado, afinal de contas, todos os dias estamos aprendendo algo novo e evoluindo tanto profissionalmente quanto como indivíduo, logo, estar sempre revisando e atualizando nosso currículo deverá ser um hábito comum.


6 – Conclusão


Enfim, esse é um desafio longo e complexo, mas felizmente, não estamos sozinhos nessa caminhada. Encontrar uma comunidade que me proporcionou a aquisição de conhecimento de forma sistemática, além de um espaço de interação e crescimento, tem sido um divisor de águas para mim. Se você também se sente assim, fico mais do que feliz em ser mais um companheiro na sua jornada.

Se você leu todo esse texto, ou apenas uma parte, saiba que tem os meus mais sinceros agradecimentos. O objetivo inicial era expor algumas informações que me deparei ao longo do caminho, mas aos poucos se tornou um reflexo de tudo que enfrentei, e enfrento, até o momento.

Se pude contribuir de alguma forma, peço que clique na setinha para cima no canto superior esquerdo (^) para tornar o artigo mais relevante e mais pessoas o encontrem.


6.1 – Leituras que agregam


Esses são alguns textos que acredito que possam contribuir um pouco nesse momento:



Textos em Português:


https://www.notion.so/Mapa-para-n-o-se-perder-no-mundo-do-desenvolvimento-74e4e6c6fecc48e0910ef2f86622f3e3

https://www.pravaler.com.br/recolocacao-profissional-o-que-e-quando-e-como-fazer/

https://www.roberthalf.com.br/blog/carreira/como-se-recolocar-no-mercado-de-trabalho

https://www.guiadacarreira.com.br/carreira/emprego/10-dicas-para-recolocacao-profissional/

https://www.ibccoaching.com.br/portal/12-dicas-para-recolocacao-profissional/

https://www.vagas.com.br/profissoes/4-passos-para-voltar-ao-mercado-de-trabalho/



Textos em Inglês:


https://roadmap.sh/frontend

https://career.noomii.com/5-stages-career-transition/

https://www.clearviewwealthmgmt.com/jumping-ship-guide-financially-smooth-job-transition/

https://www.militaryhire.com/blog/real-life-job-hunting-the-story-of-one-veterans-career-transition/

https://turnedtwenty.com/jobs-6-productive-ways-make-transition/



Meus contatos:

LinkedIn | GitHub


Fonte Banner: https://www.militaryhire.com/blog/vets/mediaresource/224093d2-eac4-49ae-a17b-5ae038f5f586?
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Comentários (1)

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Thaynã Sousa

Thaynã Sousa

23/03/2021 20:38

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Físico e desenvolvedor Front-End em formação. Atualmente tentando decidir entre Angular e React.

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