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Fazer o que eu gosto

Gabriel Santos
Gabriel Santos

Fazer o que eu gosto sem ter medo da criação. O produto final é lindo e eu sei disso! Se fiz com esforço, dedicação, talento e estudo, não tem como dar errado. Acreditar nas minhas ideias e colocá-las em prática me capacita a ser uma pessoa mais criativa.


Claro que fazer o que eu gosto sempre, posso cair num padrão e na monotonia. Preciso sair da curva e fazer o que não gosto. Fazer algo que não é da máquina criativa da mente também pode ser estimulador.


Hmmm… A vontade de um trabalho burocrático cairia bem agora hein. Uns papéis para assinar, um contrato para analisar. Olha que linda essa tabela do Excel esperando ser preenchida.


Surfei pela web e achei um texto inspirador para este, que também inspira


2020, e sua população crescente de impostores. 2021, demonstra que os números de pessoas que não acreditam em si mesmas só crescem.


Ei você, vem cá. Vou te contar uma breve história.

Existe um cara, esse cara sou eu, ele está mudando (mais uma vez) os rumos do seu futuro. Nada muito complicado entre decidir se salva o planeta de uma invasão alienígena ou se asfalta a rua de seu bairro. Apenas saindo da Comunicação e indo para o Design.


Estou migrando em áreas que conversam, então é uma transição mais suave. Comparada com a anterior, que foi da Biologia para a Comunicação. E isso é mais comum do que você imagina (Do Direito ao UX). Somos a geração da facilidade de opções. Tudo vem fácil. Até as escolhas, o problema é que vai embora rápido também, no mais simples sopro do vento.


Em todo esse processo de mudança veio o de sempre: medo.
E o de sempre: tem muita gente por aí melhor que eu e que faz isso a mais tempo.


Isso não me abalou e nem me afeta no foco principal, a mudança. É trabalhoso e me faz questionar se devo continuar ou não. Mas sei do que sou capaz, cheguei até aqui.

É menos assustador do que parece

(Essa história não foi escrita pelo Stephen King, relaxa)


Trabalhar diretamente com criatividade é desafiador, são dias de muita pesquisa e busca de estímulos. Visuais, textuais, pesquisa, inspiração. Você gasta horas do seu dia olhando o trabalho dos outros e com um pensamento: eu poderia fazer melhor… Pensando bem, será mesmo que poderia?


Mas é claro que sim! A História é construída entendendo aqueles que vieram antes no mundo. Nos processos criativos é o mesmo processo. E eu te garanto, os trabalhos que você vê como referência, os criadores deles pensaram: será que sou bom mesmo?


Sabe o que torna as pessoas mais visíveis na página principal do Behance ou do Dribbble? Elas publicam, respiram fundo e colocam para todo mundo ver. Nossa, parabéns Capitão Óbvio.


Parece que acabamos de ler alguns conceitos motivacionais que você encontra por aí. Felizmente eles soam fáceis de assimilar porque é o que mais acontece. É o que sempre contam em entrevistas de sucesso: fui lá e publiquei.


Vai lá agora na sua ferramenta de design mais próxima, finalize a criação e poste já! Estou esperando o link hein. Sem medo, vamos. É mais simples do que parece.

Feito, mais que mal feito, melhor ainda do que bem feito

Você não precisa ser o diamante lapidado logo de início.


O que motivou toda essa escrita aqui é o meu sentimento de sempre colocar no papel, tudo, literalmente tudo. Até aquela frase que não faz sentido. Uma ideia é uma ideia e ninguém pode negá-la até você colocá-la em prática.


Fazer o que eu gosto, sempre que possível tirar o que está dentro da minha cabeça é a sensação de um sorvete gelado num dia ensolarado.


É com esse deleite refrescante que faço o meu trabalho. Como idealizar um produto que as pessoas gostem? Faça para você mesmo antes. Se estiver agradável, mostre para os outros, receba críticas construtivas e destrutivas. Aprenda a todo o momento.


Fazer o que gosta é diferente de ouvir o que gosta, cresci muito dentro da minha carreira com comentários: isso está uma porcaria. Ninguém quer ouvir isso de primeira, mas lá para a décima ou você a aprende ou desiste. Se optar por não desistir, tente compreender o que está errado. Pare e respire. Refaça.


Utilize das pausas também, faça trabalhos rotineiros e chatos entre os criativos. Sem a chatice, o mundo seria um completo caos. Dessa complexa perturbação mental do mundo criativo, precisamos do departamento de contabilidade nos colocando no chão e falando: não dá para criar um botão para deixar a lua roxa.


Conheça o mundo corporativo ao seu redor, tome café com o jurídico e discuta sobre a constitucionalidade de alguma coisa difícil da advocacia. Faça apostas com os estatísticos e convença ao RH que férias coletivas em agosto vai fazer sentido sim.


Não tenha medo de perguntar. Levante a mão sempre que puder, não existe pergunta burra, existe resposta burra. E além do mais: Perguntas são bonitas. Sem elas, as maçãs não teriam feito a grande questão: Será que dessa altura eu acerto a cabeça deste homem?


Perguntabilidade não é simplesmente uma versão vazia de retórica. O designer está engajado; não por envolvimento em uma tentativa de dar respostas absolutas, mas como a criança que propõe novos caleidoscópios ou o astronauta que reconfigura galáxias.¹

Depois do almoço, em sua cadeira, reflita: eu posso sim!

Seja capaz de provar o seu ponto


As dúvidas virão e confusões surgem. Então pergunte para si: está bom? É um exercício que tento manter sempre que finalizo uma peça. Vou perguntando aqueles ao meu redor, questionando junto o que pode melhorar.


Não posso dizer que apenas confiar no seu potencial vai te tirar da Convenção Internacional dos Impostores. Mas essa motivação vai te ajudar a sair. Estou aqui dizendo que você também precisa utilizar o ambiente ao seu redor.


Aproveite os recursos que te façam provar o ponto principal: isso aqui está bom.


No início é fazer o que gosta e acreditar que aquilo é criativo porque veio de um prazer dentro de ti. É criação sua e orgulhe-se disso.


Se vai ser bom para as pessoas, que ótimo está no caminho certo.


Se não vai ser bom, que ótimo, está quase no caminho certo, precisa só dar uma ajeitada aqui e ali.


Tem mais

Você não acha que está motivacional demais?


Essas páginas são apenas um pedaço de um universo de motivações. O meu processo é diferente do seu e isso é excelente, quero ouvi-lo.


A inspiração vem de todos os lados e espero que esta Lança da Sabedoria lhe espete uma inspiração. Caso contrário, vamos conversar.


Eu apenas fiz o que gosto. Gosto de escrever além de gostar de ler, abaixo o que me ajudou a dizer esta palestrinha.


Links e Referências



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