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Experiência sem experiência

Wesley Silva
Wesley Silva

É inegável o fato de que a tecnologia é uma ferramenta poderosa no mundo moderno. Rapidez nas comunicações, versatilidade em proporcionar soluções a problemas imediatos ou de longo prazo, entre outras vantagens , facilitam essa interação entre o mundo físico e o mundo virtual.

Obviamente não é preciso lembrar que a tecnologia tem os usuários, mas também têm os criadores dela. Pessoas que idealizaram a solução para facilitar ou até melhorar o dia a dia da sociedade. Pessoas que demandam seu tempo para trazer benefícios que vão impactar , seja de qual forma for, o mundo.

No mundo digital temos os desenvolvedores, que sempre com idéias inovadoras e experiência acumulada também contribuem com a evolução da tecnologia. Mas ninguém nasce sabendo . Ninguém sabe que será um desenvolvedor até estar em uma situação onde ele poderá se encantar com esse mundo de 0s e 1s. E aí, nesse momento ele decide entrar de cabeça e aprender a dominar esse mundo incrível.

Um bom desenvolvedor antes de tudo é um eterno estudante. Ele nunca deixa de estudar e evoluir, pois o caminho escolhido sempre está em constante evolução. É clichê, mas é verdade. No momento que ele deixa de estudar, por achar que já sabe demais, nesse momento ele já pode ser considerado obsoleto.

Mas ao escolher esse mundo, aprendendo e dominando os principais conceitos da tecnologia, se depara com um dos principais obstáculos, que aliás não é exclusivo dos desenvolvedores, que é a tal da experiência, ou melhor, a falta dela.

De uma forma leiga e direta, não adianta saber a teoria sem ter a prática. Não adianta, por exemplo, assistir 53 vídeos sobre andar de skate que você aprendeu a andar de skate. Sem a prática , nunca, mas nunca mesmo, você poderá dizer que sabe andar de skate.

Isso quer dizer que , não adianta assistir tutoriais, fazer bootcamps, inúmeros cursos. Se não praticar os conceitos aprendidos, não valerá muita coisa. Mas aí alguém diz que a experiência vem trabalhando, vem de uma oportunidade oferecida em uma empresa que apostou no seu potencial, no seu currículo.

Infelizmente essa não é a realidade do nosso mercado de trabalho. Existem sim empresas que apostam e até investem em pessoas para compor seu quadro, mas o que acontece na maioria das vezes é a exigência da tal experiência.

Mas como ter experiência sem trabalhar , sem ter chance de aplicar os conhecimentos adquiridos em situações reais? A intenção desse artigo não é trazer a resposta definitiva dessa pergunta, mas ajudar com dicas que podem melhorar sua percepção do que o mercado precisa.


  • Antes de tudo, pra se ter experiência, não é necessário trabalhar em uma empresa. É preciso saber fazer. Praticar o que aprendeu. No mundo digital, ajuda muito ter um repositório no Git com códigos aprendidos em cursos feitos;
  • Ajudar pessoas em fóruns de discussão. Mas nada de "eu acho que é isso...". Se sabe , ensine. Se não sabe, deixe que alguém mostre como se faz e aprenda junto se for possível;
  • Sempre que tiver uma ideia, faça um projeto. Registre os passos da execução desse projeto em algum repositório. Divulgue para que outras pessoas saibam que você sabe fazer;
  • E o principal, na minha opinião, não minta sobre sua experiência. Com certeza você será cobrado por isso .

Espero que esse artigo possa contribuir um pouco sobre o tema .

Até a próxima.


Meu Linkedin.

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Comentários (5)

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Wesley Silva

Wesley Silva

13/08/2021 13:14

Podem compartilhar tambem esse artigo . Fiquem a vontade


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Wesley Silva

Wesley Silva

13/08/2021 12:06

É isso aí. Esse artigo é uma forma de compartilhar uma visão sobre esse assunto da experiência , que é muito amplo. Podem esperar mais artigos tanto aqui quanto no Linkedin.

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David Carvalho

David Carvalho

13/08/2021 11:39

Os tópicos finais estão excelentes!


Um dos maiores pecados numa entrevista, é a mentira ou "omição excessiva" rs. Na empresa onde trabalho atualmente, estou auxiliando na parte técnica para a contratação de um estagiário ou jr. Os requisitos são básicos: html, css, javascript, php, banco de dados e orientação a objetos (aqui é presencial, gente rs). Quando perguntamos se tem conhecimento em orientação a objetos, todos afirmam que sim. Mas quando recebemos o teste, muitos não criam uma única classe sequer.


Realmente muitas vagas têm requisitos exagerados, que dificultam a contratação. Mas alguns profissionais ou futuros profissionais também devem olhar para si mesmos e analisar o que pode fazer para se aperfeiçoar, melhorar sua apresentação. E essas dicas são a peça chave.


Obrigado pela contribuição, Wesley!

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C

Celina Takeda

13/08/2021 11:38

Aprender e praticar. Obrigada por compartilhar.

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Patrick Leite

Patrick Leite

13/08/2021 11:27

Muito bom o artigo, obrigado pelo compartilhamento.

None

Brasil