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Engatinhando na requalificação profissional em TI (Que fase!)

Rossana Braga
Rossana Braga

Muitos conselhos são dados para quem busca se requalificar profissionalmente quando a área é voltada para a tecnologia. Não bastasse a coragem em ter que sair da zona de conforto do curso em que se graduou ou os anos práticos dentro de uma empresa numa determinada função, é preciso ter determinação em querer aprender algo diferente, é preciso estar aberto ao novo e talvez seja mais justo pensar em se ver como uma esponja com foco, ou melhor ainda, uma esponja em processo de construção.

               Trata-se de uma jornada individual, mas os desafios são semelhantes em muitos aspectos e fases com os de outras pessoas. É possível enumerar algumas fases dessa jornada rumo à novas habilitações de forma minimamente divertida, como por exemplo, a fase do: “Como eu vim parar aqui?”, esta fase pode atingir qualquer um em qualquer parte da jornada, inclusive várias vezes consecutivas.

               Outra fase relevante é a do: “Não estou entendendo nada, vou repetir tudo do começo”, felizmente é possível repetir quantas vezes se achar necessário aquela vídeo-aula ou material que captou nosso interesse e ir buscando o significado de palavras-chaves e procedimentos que queremos aprender, e se ainda assim a compreensão for difícil, pode-se fazer uma pausa e começar tudo novamente. É tranquilo, ninguém vai julgar sua velocidade de aprendizagem, a não ser que existam prazos, aí é melhor se apressar e “dar o gás”.

               A fase da sabotagem alheia e a autossabotagem, merece ser tratada com certa cautela, pois ainda é um tópico sensível e passível de discussão, pois se eu parei de estudar porque não estava entendendo, a culpa é minha ou do método? Se disseram-me que com esta idade, já não tenho chance alguma de me requalificar profissionalmente, ainda mais em tecnologia, a culpa é minha por ter dado ouvidos e ficado desmotivada ou a culpa é do outro que não viu em mim a garra e disposição que tenho? Acredito que a sabotagem alheia disfarçada é o pior tipo, pois as vezes é bem difícil identificar.

               Infelizmente é extremamente comum ouvir um discurso do tipo: “Sim, eu também já tentei aprender sobre isto (se inclui na sua categoria/assunto) , mas não consegui entender nada e acabei desistindo (já diz erroneamente o resultado provável do seu esforço), porque na idade que temos é mais difícil guardar informações (reafirmação através da exposição da faixa etária, a desistência prévia em aprender algo), mas se você quer tentar, vá em frente, a vida é sua (fecha com chave de ouro o pessimismo disfarçado de conselho).

               Ter experiência em outras áreas não é algo ruim, pode-se e deve ser aproveitada, pois nos tornam quem somos e nos empurram para o que queremos, é preciso perseverar pois ainda existem as fases do: “Se não vai assim, vai assado”, “Você novamente por aqui?”, “Um momento, vou chorar e já volto”, “Vamos de pegadinha?”...

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Comentários (5)

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Marcelo Shibuya

Marcelo Shibuya

01/04/2021 14:16

Muito bom texto. Estou nessa fase. Sou formado em Agronomia, trabalhei durante 15 anos como administrador e resolvi aos 41 anos sair da zona de conforto e investir no que realmente eu gosto. Não esta sendo fácil, porém a dificuldade é a minha maior motivação. Mais uma vez parabéns pelo seu texto.

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Isaias Mendonça

Isaias Mendonça

01/04/2021 11:11

Amei a imagem de abertura kkkkk. Ótimo artigo ^^, obrigado por compartilhar.

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Jezreel Souza

Jezreel Souza

01/04/2021 11:01

Bahhh, muito bom seu post Rossana!

Muito útil até pra quem está começando agora!

Obrigado pelas palavras mágicas!!

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Rafael Jesus

Rafael Jesus

01/04/2021 10:54

Olá Rossana, maravilha de artigo. Parabéns!


Bom, eu também estou nesse desafio de requalificação e passo ou passei por algumas das fases mencionadas. Esse artigo foi como uma parada num posto de combustível. "Completa senhor ?" - pergunta o frentista. "Completa de determinação aditivada por favor!" (risos).


Obrigado por esse momento!

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Fabiano Alves

Fabiano Alves

01/04/2021 10:39

Great, Rossana!

Era o que eu estava precisando de ouvir, pois tenho 52 anos e estou disposto à aceitar o desafio de aprender coisas novas.

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