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#DIOProGrátis - Se coloque a prova, sempre.

#Java
Lucio Sousa
Lucio Sousa

Há mais ou menos um ano atrás, me coloquei a prova para aprender a programar em Java, programar da maneira certa, utilizando POO e tudo o mais.


Conforme fui aprofundando e realizando os exercícios que o professor da ETEC passava, percebi que a linguagem me deixava confortável, uma vez que não era tão diferente de C ou PASCAL (sim, iniciei com Pascal, entreguei a idade, C era para resolver problemas e eletrônica) .


As estruturas condicionais , os loops, switch case, são universais, aprendeu uma vez, já era cara. São suas para o resto da vida.


Contudo, fui conhecendo também algumas ferramentas prontas, alguns métodos próprios da linguagem que foram me deixando confiante, ainda mais quando precisava acessar algo do banco de dados. E quando aprendi a fazer joins (muito criativas, modéstia a parte) para buscar pessoas específicas em um pequeno CRUD que fiz para o departamento em que trabalho?


O teclado virou meu quintal.


Mas...

Sim, sempre tem um mas...


O professor da ETEC apresentou algumas ferramentas que agilizavam o processo de acesso ao banco de dados, ele citou Spring Boot, Hibernate, Rest API, Node.js.


Ficamos com o Node.js pois já havíamos passado por javascript e React, então node foi a escolha natural para o curso, uma vez que o foco era web.


Olha, Node é uma ferramenta legal, agiliza bastante o processo de acesso a dados, permitindo que você a faça conversar com outras ferramentas, chamando apenas o caminho(vamos chamar de caminho, estou tentando ser didático, não muito técnico, me perdoem ";)" ), contudo fui percebendo que quanto mais aprofundava no Node, mas me distanciava dos problemas de lógica que estava deixando de resolver em java, pois o Node é uma ferramenta para um determinado tipo de programador que com o passar do tempo pode ficar fazendo tudo no automático (ME CORRIJAM E ENSINEM CASO EU TENHA COMETIDO ALGUMA GAFE). Quando percebi, meu cérebro estava entrando em uma zona de conforto onde os problemas de lógica que eu estava me habituando a resolver começaram a ficar difíceis novamente(e não, não é culpa do Node, tem mais a ver com a condição humana mesmo), quando me habituei a transferir os loops brabos que aprendi a fazer em C para o Java, percebi que comecei a ficar preguiçoso quando estava utilizando os métodos do Java, nada obrigatório é claro, a linguagem permite que você crie seus métodos de boas, mas estava deixando de pensar de forma criativa e começava a buscar métodos de forma exaustiva, e lhe digo que a condição piorou quando migrei para o Node, fiquei preguiçoso mesmo.


Em resumo, assim que acabou o módulo de web, desinstalei o Node, React e tudo o mais. Fiquei com a boa e velha linguagem Java mesmo, mas gosto de C# e ainda sou apaixonado por C. para fazer um joguinho ou outro pelo menos em um final de semana por mês.


Percebi que não sou o tipo de programador preparado para ferramentas com métodos prontos. Gosto de pensar nas classes, métodos e funções que posso criar para resolver os problemas, pois se não tomo cuidado, fico com medo do desafio e acabo procurando métodos prontos que me deixam no automático na hora de programar.


Espero que você se de melhor do que eu nesse quesito de mudar de tecnologia, por isso estou aqui, para aprender a pensar diferente. E olha...Tem valido a pena.


PS: Estou flertando com Python há alguns anos. Desde a versão 1.x. Quem sabe não encaro.


Desejo todo o sucesso a você. Forte abraço.

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Comentários (1)

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CARLOS SILVA

CARLOS SILVA

26/08/2021 18:47

Bom artigo Lucio,


Essa parte foi ótima: "As estruturas condicionais , os loops, switch case, são universais, aprendeu uma vez, já era cara. São suas para o resto da vida."


Muito bom sua trajetória e bagagem de conhecimento.


Sucesso,

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