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Dia 14: Liberdade de criar aliada a uma boa remuneração.

#Marketing Pessoal #Boas práticas #Soft Skill
Vagner Bellacosa
Vagner Bellacosa

Dia 14: Liberdade de criar aliada a uma boa remuneração.


Dia 14: Escrever um artigo sobre carreira sobre as vantagens que te atraíram para o mundo da programação


Inicio de uma jornada.


Hoje chegamos ao 14° Artigo em nossa jornada do Desafio Dio 21 dias 21 artigos, hoje vou aproveitar é contar um pouco por que escolhi a Área de Informática.


Quando entrei na área de informática nos anos 90 do século passado, a área de TI era o sonho de todo jovem, pois unia salários e a aventura do desconhecido. Lembro-me quando entrei no colegial técnico, nada existia, tudo era novidade e desconhecido.


Caminhava numa área não mapeada, tudo era possível, e o melhor tínhamos uma remuneração 5 a 6 vezes maior do que um trabalhador comum. Lembro-me que quando me alistei e era obrigado a mostrar o hollerith, o sargento ficou impressionado e chamou o tenente, pensando que eu estava mentido sobre meu trabalho e rendimento.


CPD - Centro de Processamento de Dados


No princípio não existia uma área de informática, o mais próximo era a O&M, a área de organização e métodos, que desenhava formulários e padronizava os workflows de processo. Tudo era em papel e caneta. Existia os terminais 3270, que se conectavam ao sistema central. Mainframe.


Os CPDs (Centros de Processamento de Dados) eram quase como laboratórios da NASA, fechados em cofres com acesso restrito, pessoas sisudas e de poucos amigos.

Cada departamento tinha hora marcada para utilizar o terminal, e normalmente recebíamos relatórios impressos pela manhã, onde fazíamos as correções e atualizações para atualizar o Sistema.


Existiam também formulários padronizados onde introduzíamos as informações com check-lists e check-sums para pools de digitação, onde datilógrafos inputavam toda a informação em computadores locais e gravavam em fitas, que eram entregues no CPD, para atualizar os sistema num processo batch.


Processos, caneta e papel


Era magia pura, entregávamos papel e recebíamos tapes com os dados e podíamos ir até o CPD ver os computadores maquinas enormes cheias de leds, robots para leitura de tapes, coisa de ficção cientifica.


Primeiros programas


No final da década de 80 começaram os ventos da mudança, lembro quando recebemos o primeiro PC XT, foi um show fabuloso, todos vieram ver o que era, esperamos ansiosamente o técnico conectar os cabos e ligar aquela pequena geringonça, que não tinha hd e nem ligação a rede.


Uma máquina stand alone que funcionava em MS-DOS e tínhamos que trabalhar com enormes disquetes de 5 ¼ em dois leitores. Nessa mesma época estava terminando meu colegial técnico em processamento de dados, treinando num CP 500 de 8 bits, trabalhando em CPM, com base de dados Dbase II, programando em Basic, vendo um tiquinho de assembler e programando Cobol em papel, pois não tínhamos compilador e nem máquina.


Ai me empolguei e esqueci de dizer que usamos maquinas de escrever, não existia processador de textos e tampouco e-mail, outro avança que surpreendeu a todos foi o fac-simile, em que enviávamos documentos por telefone, substituindo o telegrafo como meio de mensagens rápidas entre localidades distantes.


A partir da década de 90, tudo correu tao rápido, cada andar tinha um pequeno laboratório com 4 a 5 pc ligados em rede, na época por cabo coaxial em círculo, quando um caia, tudo caia. Era uma época curiosa, trocávamos informação via disquete, o IRPF era entregue no Banco via disquete, em que trocávamos um por um.


Academia Jedi


Mesmo assim tinha uma secretaria que controlava o horário de acesso nos pcs, lembro-me que nessa época consegui autorização do gerente e fora do meu horário de trabalho, explorava o micro-computador programando em Clipper e é claro jogando GP de Mônaco, Indiana Jones Fate of Atlantis, Tetris e Castle of Wolfstein 


Em meados da década de 90, realizei meu sonho, fui admitido pelo Banco Real no programa de traines e comecei a programar em Mainframe, aprendendo lógica de programação procedural e conhecendo as linguagens Cobol, PLI, Natural, JCL e outras tantas curiosidades.


Um peregrino na Europa


Nisso as trevas se aproximavam ao horizonte, o famoso bug do milênio, apavoravam gerentes e diretores de informática e nos analistas-programadores estávamos na gloria, ganhando dinheiro que nem agua.Horas extras e pacotes de programação externa. 


Foi o começo da nova era, tínhamos internet e acesso via linha discada e emuladores ao ambiente mainframe, podíamos trabalhar de casa e as vezes pegávamos bico de outros bancos e ganhávamos sempre. Uma época de ouro.


Com o final do bug do milênio, o mundo não acabou, entramos em uma nova era, mas a crise assolava o Brasil, com isso resolvi aventurar-me em uma aventura mais louca, emigrei para Portugal e surfei uma nova onda, trabalhando em projetos da migração do Euro, mas nem tudo foram facilidades, a adaptação foi difícil, problemas culturais, alguns percalços, cabelo a menos e várias dores de cabeça.


A grana continuo entrando, demorou um pouco para o break-even, mas curti o sonho magico, com meu bilhete dourado conheci 25 países em 3 continentes, participei de projetos em equipes multinacionais e como um guerreiro Jedi, participei do projeto SEPA, migração de mainframe para AIX e conheci novas realidades.


O retorno as origem


Mas chegou um dia a Força foi derrotado o mal venceu, especuladores que tinham sido aprisionados em 2002, vieram com mais força e derrubaram o Mercado Financeiro e com a queda o mundo parou, estamos em 2008, estava no ponto mais alto da minha epopeia europeia e a queda levou 6anos a atingir-me, ainda participei de uma última missão na Itália, quando me retirei e retornei ao Brasil


Virei um Jedi Renegado lembrando das glorias passadas e rindo-me dos velhos mestres Jedi que chamavam os padowans de micreiros, passado 3 décadas ainda sinto-me emocionado quando descubro um comando novo, treino uma nova linguagem e é um grande prazer descobrir a Plataforma Digital Innovation One e a centenas de formações tudo gratuito, pensar quando custava um cursos de informática, eram privilégio de poucos. Por isso digo a todos, brado e grito: Estudem e aproveitem ao máximo a DIO nos oferta algo único.


Fim de uma era?


O mainframe esta em seu ocaso, cada vez menos empresas o utilizam, a moda agora é cloude. Por isso: Estudem, estudem, tirem duvidas, treinem, participem e evoluam. Aproveitem a oportunidade de ouro. Siga a jornada do conhecimento e aproveite para tornar-se um jedi.


O dinheiro é importante, não se deixe explorar, você cria mundos, nosso poder. Mas o mais importante aproveite a jornada, a viagem é única, caminhamos por trilhas em constante mudanças e inovações sempre surgem no horizonte. 


Uma lição que aprendi, a mudança chega mais rápido do que imaginávamos e somos pegos bem no meio da tormenta.


Te espero no próximo artigo, juntos somos mais fortes até la.



 https://www.linkedin.com/in/vagnerbellacosa/


 https://github.com/VagnerBellacosa/



#Desafio21DiasNaDIO

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Comentários (2)

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Paula Silva

Paula Silva

09/07/2021 12:04

Que a força esteja com vc.

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Thiago Oliveira

Thiago Oliveira

09/07/2021 00:28

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Analista Programador dinossauro IBM Mainframe

Brasil