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Crie um monopólio. Comece pequeno, pense grande, cresça rápido!

Jéssica Silva
Jéssica Silva

Após ouvir sobre Peter Thiel fiquei um pouco curiosa sobre este investidor com tantos sucessos no portfolio, principalmente na area da tecnologia. Então irei compartilhar uma pequena resenha do livro deste homem, Peter Thiel, De Zero a Um.


De zero a um – a importância de construir um monopólio

O ecossistema competitivo leva as pessoas à impiedade ou à morte. Como não precisa se preocupar em concorrer com ninguém, dispõe de mais margem de manobra para cuidar se seus funcionários, seus produtos e seu impacto no mundo maior. Os monopolistas mentem para se proteger. Eles sabem que alardear seu grande monopólio é um convite a auditorias, ataques..

Nos negócios, o dinheiro é algo importante ou é tudo. Os monopolistas podem se dar ao luxo de pensar em outras coisas além de ganhar dinheiro. Os não monopolistas não podem. Uma empresa está tão concentrada nas margens atuais que não consegue planejar um futuro de longo prazo.

Os monopólios promovem o progresso porque a promessa de anos, ou mesmo décadas de lucros fornece um poderoso incentivo à inovação. Depois os monopólios podem continuar inovando porque os lucros permitem que façam planos de longo prazo e financiem projetos de pesquisa ambiciosos, com os quais as empresas prisioneiras da concorrência sequer podem sonhar.

O monopólio é a condição de todo negócio bem sucedido. Uma empresa faz sucesso exatamente na medida em que realiza algo que as outras não conseguem. Concorrência significa ninguém lucrando, nenhuma diferenciação significativa e uma luta pela sobrevivência. Então por que as pessoas acreditam que a concorrência é saudável?

Todas as empresas felizes são diferentes: cada uma conquista um monopólio ao solucionar um problema singular. Todas as empresas fracassas são iguais: fracassaram para escapar da concorrência.

Se você consegue reconhecer a concorrência como uma força destrutiva, e não um sinal de valor, já é mais sensato do que a maioria.

Por que Startups são compradas por bilhões de dólares?

O valor de uma empresa hoje é a soma de todo o dinheiro que ela ganhará no futuro. Uma grande empresa é definida por sua capacidade de gerar fluxos de caixa no futuro.

Casas noturnas ou restaurantes são exemplos extremos: muitos podem arrecadar boas quantias hoje, mas seus fluxos de caixa provavelmente minguarão nos próximos anos quando os clientes passarem para alternativas mais novas e que estejam mais na moda. Empresas de tecnologia seguem a trajetória oposta. Elas perdem dinheiro nos primeiros anos.

Para ser valiosa, uma empresa precisa crescer e perdurar, mas muitos empresários enfocam apenas o crescimento de curto prazo.

Comece pequeno, pense grande, cresça rápido

Empresas com efeitos de rede precisam começar com mercados especialmente pequenos. O Facebook começou apenas com estudantes de Harvard. Por isso os negócios de rede bem-sucedidos raramente são iniciados por pessoas MBA: os mercados iniciais são tão pequenos que com frequência sequer parecem oportunidades de negócios.

O mercado-alvo perfeito para uma startup são algumas pessoas específicas concentradas juntas e servidas por poucos ou nenhum concorrente. Qualquer mercado grande é uma má escolha, e um mercado grande já atendido por empresas concorrentes é ainda pior.

Uma vez que você crie e domine um mercado de nicho, deve gradualmente se expandir para mercados afins e ligeiramente maiores. Um exemplo é Amazon, que primeiro dominou o mercado de livros, e depois expandiu-se para se tornar a loja que vende tudo.

Um empresário não pode se beneficiar de uma ideia de macroescala sem que seus próprios planos comecem na microescala. Uma empresa valiosa precisa começar achando um nicho e dominando um mercado pequeno.

Posicionamento – O que vale é ser o primeiro a chegar?

Você provavelmente já ouviu falar da “vantagem do pioneiro”: se você é o primeiro a entrar num mercado, pode conquistar uma grande participação nele enquanto os concorrentes lutam para se por em marcha. Mas sair na frente é uma tática, não uma meta.

O que realmente importa é gerar fluxos de caixa no futuro, de modo que ser o pioneiro não traz nenhum benefício se outra pessoas aparecer e o desalojar. É bem melhor ser o último – ou seja, fazer o último grande progresso num mercado especifico e desfrutar anos ou mesmo décadas de lucros monopolistas.

É como disse um grande mestre do xadrez: para ter sucesso, “você precisa estudar o fim do jogo antes de qualquer outra coisa”.

Em busca de um segredo lucrativo

Você não consegue achar segredos sem procurá-los. Se você acha que algo difícil é impossível, sequer começará a tenta-lo. A crença nos segredos é uma verdade eficaz. A verdade verdadeira é que existem muitos outros segredos para descobrir, mas só se revelarão aos pesquisadores esforçados.

Mas a maioria das pessoas age como se não restassem mais segredos para descobrir. Como você deve ver o mundo se não acredita em segredos? Você teria de crer que já solucionamos todas as grandes questões.

O que acontece quando uma empresa deixa de acreditar em segredos? Talvez uma pista pode ser o declínio da HP, que viu seu valor diminuir de 135 bilhões de dólares em 2000, quando estava no auge de suas pesquisas, para 23 bilhões no final de 2012.

Construa uma base sólida logo no início, começando pela equipe

Escolher sócios errados ou contratar as pessoas erradas são decisões dificílimas de corrigir depois de tomadas. Como um fundador, sua primeira missão é acertar nas primeiras coisas, porque você não pode construir uma grande empresa sobre fundamentos falhos.

Quando penso em investir numa startup, estudo as equipes de fundadores. Capacidades técnicas são importantes, mas procuro entender quão bem os fundados se conhecem e quão bem trabalhar juntos. Fundadores deveriam partilhas uma pré-história antes de criar uma empresa juntos – senão estão jogando apenas com a sorte.

Apenas bem no começo você tem a oportunidade de fixar as regras que alinharão as pessoas no sentido da criação de valor no futuro. Se você acertar no momento da fundação, poderá fazer mais do que criar uma empresa valiosa: poderá direcionar seu futuro distante à criação de coisas novas, em vez de à administração do sucesso herdado.


Por que trabalhar com um grupo de pessoas que nem sequer gostam uma das outras? Muitos parecem pensar que esse é um sacrifício necessário para ganhar dinheiro. Mas adotar uma visão meramente profissional do local de trabalho, no qual pessoas chegam e vão embora com uma base apenas transacional, é pior do que frio: sequer é racional. Se entre os frutos de seu tempo no trabalho não se pode contar com relacionamentos duráveis, você não investiu bem seu tempo. Pense nisso

Definir papeis reduz os conflitos. A maioria das brigas dentro de uma empresa ocorre quando os colegas competem pelas mesmas responsabilidades

É um clichê dizer que os que trabalham com tecnologia não se importam com suas roupas, mas se você olhar atentamente essas camisetas, verá os logotipos das empresas para as quais trabalham – e eles se importam muito com elas.

Os fundadores são importantes não por serem os únicos cujo trabalho tem valor, mas porque um grande fundador consegue extrair o melhor trabalho de todos em sua empresa.

A habilidade em vendas distingue superastros de perdedores.


Os negócios mais valiosos das próximas décadas serão desenvolvidos por empresários que buscam fortalecer as pessoas, não torna-las obsoletas. Entendida da maneira correta, qualquer forma nova e melhor de criar coisas é tecnologia.

Disseminar formas velhas de criar riqueza ao redor do mundo resultará em devastação, não em riqueza. Num mundo de recursos escassos, a globalização sem tecnologia nova é insustentável.

Questionar ideias já reconhecidas e repensar os negócios do zero. É isso o que uma startup precisa fazer.


Inspirado no texto de Andreasi,Diego;2015

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Comentários (1)

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Robson Santos

Robson Santos

19/06/2021 13:42

Interessante e acredito que o verdadeiro valor agregado esteja mesmo nas mudanças, na capacidade do individuo em olhar para um processo já consolidado e ver nesse processo uma grande oportunidade de faze-lo de forma diferente e mais eficaz com menos custo. No entanto esse tipo de olhar de ver o antigo e conseguir ver através de paradigmas tão consolidadas dentro de anos de formação é algo de demanda muito sacrifício mental, afinal, somos frutos do meio e o meio se esforça para que não ultrapassemos o óbvio, e pensar fora da caixa dói. Parabéns pelo post.

"Não tente. Faça ou não faça. Não existe tentativa. " Mestre Yoda

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