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Como me concentrar nos estudos? Olha o que eu faço...

#Desperte o potencial #Marketing Pessoal #Equipe Motivada
Leonardo Pregnolato
Leonardo Pregnolato

Eu estudo muito. E não só pelo fato do meu trabalho exigir isso de mim. Eu amo estudar e por isso me tornei professor, pesquisador e programador. Não é fácil sustentar esses três importantes “P” da minha vida. Com a pandemia de COVID-19 e as várias quarentenas, lockdown e tentativas de contenção da pandemia fui obrigado, como muitos paulistanos e brasileiros, a dividir o meu espaço pessoal (o meu quarto, meu santuário) com o trabalho…

Sempre desejei poder me dedicar o máximo que eu pudesse nos estudos, mas nunca imaginei que ter o que eu queria fosse tão difícil… Ao mesmo tempo que a quarentena me trouxe tempo, também me trouxe angústia: o tempo “de sobra” que eu tinha, eu gastava me martirizando, me cobrando, e claro, não conseguindo me concentrar e estudar.

Martelei muito o meu pensamento buscando uma maneira de auto organização. Planilhas no excel, planners, post-its, agendas, lembretes no celular… tudo quanto era técnica. E não por não serem boas técnicas, mas algo ocorria e eu não me ajustava. O que fazer então?

Como sempre estudei diversos assuntos digamos, aleatórios, eu busquei encontrar um método único que fosse possível de ser ajustado às minhas necessidades. Isso para me facilitar a rotina, já que eu tinha que me dividir entre estatística, lógica de programação e geoquímica, por exemplo. Mas por que um método único? Para facilitar a minha vida, ora, já que eu estudava assuntos tão diversos.

Foi numa tarde fria, após o almoço e durante aquele cafezinho que insiste em embalar a sesta que me veio a lembrança: eu tinha utilizado em um curso de inglês acadêmico um método para anotações de estudo que eu achei sensacional, e tão sensacional, que este me fez conseguir compreender a leitura de textos em inglês em um nível tal qual eu nunca havia conseguido antes. Obrigado professor Giovani, pelo ensinamento precioso. Obrigado por me ensinar o método Cornell na prática.

Seguindo o ditado popular que diz que uma imagem vale mais do que mil palavras, usarei aqui duas imagens nas quais eu sintetizo como usar o método. O método Cornell é muito simples e você pode utilizar um caderno, um planner, um bloco de anotações, folhas de sulfite, ou o que você preferir para anotar.



O grande “pulo do gato” ao usar esse método foi perceber os campos devem ser preenchidos em momentos diferentes do estudo para promover a memorização e o aprendizado. No dia de estudo do tema, preenchemos o campo Anotações (durante a leitura, a aula, a palestra, o vídeo…) e logo após o campo Tópicos. No primeiro campo vale tudo: rabiscos, esquemas, citações, trechos, exemplos… Mas o espaço do campo não pode ser ultrapassado. E nem deve. Essa limitação de espaço te força a anotar o que é realmente importante.

Já no segundo campo é preciso que você organize o que anotou no primeiro campo. Perceba que o espaço é menor, e não é por acaso. Usar as suas próprias palavras para resumir as anotações é fundamental para filtrar as informações e anotar o que é mais precioso do conteúdo estudado.

Não tenha pressa para preencher o terceiro campo, o Resumo. Você pode preenchê-lo um ou dois dias depois do primeiro dia do estudo do tema. Eu sempre o fazia antes da próxima aula, ou do próximo capítulo, por exemplo, para retomar o que tinha sido aprendido até ali. Para preenchê-lo você deve escrever um parágrafo, em linguagem impessoal e formal, sobre o que anotou acima. Desse modo você constrói o seu próprio texto sobre o tema. E foi essa parte que eu achei sensacional do método.

O grande “pulo do gato” ao usar esse método foi perceber os campos devem ser preenchidos em momentos diferentes do estudo para promover a memorização e o aprendizado. No dia de estudo do tema, preenchemos o campo Anotações (durante a leitura, a aula, a palestra, o vídeo…) e logo após o campo Tópicos. No primeiro campo vale tudo: rabiscos, esquemas, citações, trechos, exemplos… Mas o espaço do campo não pode ser ultrapassado. E nem deve. Essa limitação de espaço te força a anotar o que é realmente importante.

Já no segundo campo é preciso que você organize o que anotou no primeiro campo. Perceba que o espaço é menor, e não é por acaso. Usar as suas próprias palavras para resumir as anotações é fundamental para filtrar as informações e anotar o que é mais precioso do conteúdo estudado.

Não tenha pressa para preencher o terceiro campo, o Resumo. Você pode preenchê-lo um ou dois dias depois do primeiro dia do estudo do tema. Eu sempre o fazia antes da próxima aula, ou do próximo capítulo, por exemplo, para retomar o que tinha sido aprendido até ali. Para preenchê-lo você deve escrever um parágrafo, em linguagem impessoal e formal, sobre o que anotou acima. Desse modo você constrói o seu próprio texto sobre o tema. E foi essa parte que eu achei sensacional do método.



Depois que passam vários dias após o estudo ou até mesmo meses, fica muito fácil retomar o que foi estudado. Veja como eu fiz na foto anterior: eu releio o campo resumo cobrindo todo o rascunho das anotações. A retomada das ideias se dá a partir da leitura do seu próprio texto, o que te ajuda a ensinar a si mesmo e adquirir mais confiança.

Como assim mais confiança? Você poderia se perguntar. Confiança para escrever aquele artigo, aquele trabalho, post, resenha, ou seja, suas palavras sobre um determinado assunto vão sendo cultivadas e brotando aos poucos. Escrever não é uma tarefa fácil e muito menos pode ser feita de uma hora para outra, no entanto, se você persistir e prosseguir (outros dois importantes Ps da minha vida) você consegue, e com bastante autonomia.



Para facilitar ainda mais, eu utilizo um só caderno. E mudo as cores das canetas utilizadas para cada tema. Desse modo, todas as anotações ficam em um só lugar e as cores me ajudam a não misturar as coisas. E olha como eu fico:



É claro que a preguiça e a procrastinação (dois “P” que eu não curto muito, mas fazem parte) ainda persistem e insistem em fazer parte do meu dia-a-dia. Mas tive um salto de qualidade imenso na minha rotina diária utilizando o método Cornell. Resgatar o que eu estudei também ficou mais fácil e animador, já que a organização facilita todo o processo.

Pode ser que você teste o método Cornwell e não funcione com você. Não tem problema. Não é o método que te salva, mas você que se ajusta e encontra a sua forma para que os seus estudos deem certo. Somente faça uma coisa, independente do método: procure, até dar certo. Esses “P”…


Referência:

https://leopregnolato.medium.com/cornell-method-o-m%C3%A9todo-para-se-concentrar-nos-estudos-e-manter-uma-rotina-organizada-26d9ab53ade4

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Comentários (9)

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Leonardo Pregnolato

Leonardo Pregnolato

01/06/2021 14:52

Obrigado pelos feedbacks pessoal! Realmente é muito bacana ver que o que eu escrevi foi útil de alguma forma. Patrícia, Vivian, Daniela, Robson e Reginaldo, caso precisem de alguma ajuda me escrevam ok? e Thiago: você foi mais rápido que eu!! Já me achou no linkedin! Obrigado pela força!

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Robson Garcia

Robson Garcia

31/05/2021 22:31

Boa noite Leonardo, achei interessante sua maneira de estudar, gosto também de escrever para ajudar a memorizar mais, vou acabar de ler sua dica, e tentar achar meu jeito de aprender. Obrigado viu.

Boa noite a todos e bom descanso.

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Thiago Guedes

Thiago Guedes

01/06/2021 09:46

incrível, Leo! manda o LinkedIn que vou compartilhar com a rede e te marcar. Somou demais!
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Reginaldo Reis

Reginaldo Reis

31/05/2021 23:26

Agradeço pela dica, sou um estudioso e não tinha um metodo, vou experimentar esse. Parabêns.

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D

Daniela Oliveira

31/05/2021 22:12

Achei simplesmente sensacional! Obrigada pela dica!

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V

Vivian Silva

31/05/2021 20:40

Obrigada pelas dicas!! 😁

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Gostei da dica. Também gosto de aprender escrevendo.

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Leonardo Pregnolato

Leonardo Pregnolato

31/05/2021 19:46

Eu também gosto de mapas mentais Daniel Araújo! Mas eu preciso de mais espaço para me expressar.


Sempre acho que preciso de mais informação, por isso prefiro escrever.


O legal é acharmos um método motivador, e que principalmente nos faça fugir da preguiça, né?

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Daniel Araújo

Daniel Araújo

31/05/2021 16:33

Mapas mentais tbm são bons para estudos

Eu não gosto de escrever muito texto, como eu vi nessas últimas imagens.


Principalmente se for pra revisar e tiver aquelas dúzias de texto, automaticamente você já se sente cansado antes de começar

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