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A Segurança Digital na Era da Pandemia

Ueiva Marques
Ueiva Marques

Estamos vivenciando um boom de inovação e tecnologia, com lançamento de diversos dispositivos e programas feitos para facilitar o nosso cotidiano. Com isso vem um aumento crescente de equipamentos conectados à internet, como smartphones, computadores e dispositivos com tecnologia IoT (internet das coisas). Todos esses dispositivos se interconectam por meio de um gadget: o roteador, que funciona como uma ponte entre redes domésticas (LAN) e a internet (WAN), trabalhando na melhor forma de efetuar a transmissão de dados, determinando o caminho mais rápido e curto entre hosts.

Recentemente, em razão da pandemia, a população passou a utilizar ainda mais os serviços de mensageria e vídeo-chamada para manterem o contato e muitas empresas adotaram o sistema de home office como jornada de trabalho, na maioria das vezes com pouco suporte à segurança. Consequência disso é que não apenas os dados pessoais, como os coorporativos correm risco num eventual ataque. Uma vulnerabilidade no roteador, por exemplo, pode permitir invasões aos aparelhos conectados a ele.

Um estudo elaborado pela Kaspersky apontou que 40% dos brasileiros não sabem que estão sujeitos à ameaças de ataques aos roteadores. E o mais preocupante: 22% dos brasileiros não se importam com invasões a seus dispositivos pessoais, ignorando completamente os riscos a que estão expostos.

Caso um hacker invada o roteador, terá acesso a documentos, senhas, poderá roubar a identidade do usuário, além do poder de controlar toda a rede local, tudo isso agindo de forma remota. Um dos ataques mais utilizados é o redirecionamento de páginas conhecidas pelo usuário para sites maliciosos, muitas vezes clones, para que assim, o usuário, inserido no ambiente que “costuma acessar” e tendo confiança nele, forneça dados e senhas sigilosas, podendo ocorrer com sites bancários.

Os roteadores podem ser configurados para serem mais seguros. Uma dica importante é alterar o usuário e senha padrão que dão acesso às configurações do dispositivo. Recentemente houve um ataque explorando tal vulnerabilidade: com acesso às configurações do roteador, um hacker alterou o servidor DNS do aparelho, obtendo total controle da navegação web de todos os dispositivos conectados a ele. Além disso, deve-se manter o firmware do equipamento sempre atualizado, visando corrigir eventuais falhas do software e adotar o protocolo WPA3 de criptografia, que possui um padrão de segurança mais forte atualmente. Na hora de definir a senha, optar por sequências complexas, misturando letras maiúsculas, com minúsculas, números e símbolos, mudando-a periodicamente. Há ainda, a possibilidade de utilizar um aplicativo de gerenciamento de rede, onde é possível ver em tempo real os dispositivos conectados e até excluí-los, e manter um antivírus atualizado é imprescindível.

Tais ações podem não funcionar muito, caso o usuário acabe clicando em qualquer link que receba através das redes sociais ou e-mails, tornando-se vítimas de ataques como o phishing.

Portanto, o risco de ataque à uma rede doméstica existe e pode custar um preço muito alto à privacidade do usuário. Há tecnologias para aumentar a segurança da rede, devendo ser aliada a boas práticas de navegação para não cair em armadilhas.


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Comentários (1)

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MARCOS RIOS

MARCOS RIOS

01/11/2021 00:49

Parabéns gostei. Muito bom o artigo. Estou fazendo minha monografia e vou falar justamente sobre isso. Valews

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